Violência contra a mulher existe

4.9.17


Olá, calopsitas do meu Brasil brasileiro (e do resto do mundo também)! Hoje vim falar de algo muito íntimo, é um desabafo enorme que eu demorei muito pra ter coragem de dizer aqui. Mas finalmente penso que é uma boa hora para comentar sobre um momento tão delicado da minha vida, e espero que essa história possa ajudar alguém de alguma forma. Até porque, estamos no Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, e sabemos que infelizmente a violência contra a mulher também é um dos fatores que podem levar ao suicídio. Bom, o assunto é polêmico, falo de aborto, violência contra a mulher e feminismo, então se isso te insulta ou é um gatilho pra alguma coisa, melhor ir tomar um café e deixar pra lá rsrs De resto, sigam-me os bons! o/

Eu passei por um relacionamento abusivo. Bom, ele não foi abusivo o tempo inteiro, apenas no final, em que as coisas já estavam no limite (obviamente isso não é desculpa para abusos). Aliás, começou mais ou menos quando eu engravidei. Bem, talvez um pouco antes, um pouco depois, não importa. Quero lembrar que isso não é um relato de "coitadismo" - do tipo: Ah, ela estava grávida, tadinha. Não. Pensem que poderia acontecer mesmo sem que eu estivesse grávida e seria igualmente ruim. E queria dizer também que eu nunca tive coragem antes de contar isso às pessoas. Eu tinha vergonha ou medo ou sei lá o quê. Acho que ainda tenho, um pouco. Mas já passou um certo tempo, então algumas coisas são mais distantes.

Bem, vou começar por onde me lembro. Eu engravidei, e a primeira pessoa para quem contei, ou seja, em quem confiei em primeiro lugar, foi o pai, meu namorado na época (que chamarei neste relato de X). Não contei para mais ninguém, nem meus pais, melhor amiga, ninguém. Mas ele reagiu ok, até. Perguntou o que eu queria fazer e minha primeira reação, claro, foi de querer tirar o bebê. Ele até sugeriu a outra opção, mas na minha confusão, no meu desespero, eu disse que preferia um aborto. Tudo bem, ele me apoiou nessa decisão.

Chegamos a pesquisar e tentar alguns métodos até. Foi aí que eu passei muito mal, um dia, em casa, e minha mãe notou algo de diferente. Não só diferente, ela logo notou a gravidez (mãe é mãe, né gente). Foi um alívio imediato contar a ela. Contei absolutamente tudo. E a primeira coisa que ela fez foi me levar ao hospital, já que eu estava passando horrivelmente mal aquele dia. Lá, levei algumas horas para me recuperar e depois conversei com meus pais. Eles me fizeram ver o outro lado da moeda e minha mente se clareou muito. Após ponderar mais um pouco, eu decidi que queria ter a criança.

E foi aí que algo estranho começou. Eu conversei com X sobre a decisão e, acreditem, ele ficou bravo por eu ter contado a meus pais. Disse que era uma decisão nossa e tínhamos combinado não contar a eles. Oi? Ele acha que tudo aconteceria sem que meus pais percebessem? Essa atitude, meus caros, pode não ter sido intencionalmente abusiva, mas acabou sendo. E o pior: eu cedi. Fiquei confusa novamente e comecei a ponderar sobre o aborto mais uma vez. Me sentindo muito mal, muito deprimida. Frequentemente chorava sozinha. Chorava até no trabalho. E não eram os hormônios da gravidez, pelo menos não 100% das vezes.

Conforme os dias passavam, eu queria cada vez mais continuar com a criança e rejeitava a ideia de tirá-la de mim. Então, finalmente, ignorei todos ao meu redor e decidi que iria ficar com ela. Com a decisão tão veemente, X aceitou a ideia. Mas a partir daí tudo desmoronou mais e mais.

Ele dizia coisas horríveis para mim. Ele dizia que eu era horrível, egoísta, dentre outras coisas. Ele não acreditava em mim, dizia que eu mentia sobre diversas coisas, inclusive a pior de todas: dizia que eu o traía com um colega do trabalho e que, pasmem, o filho não era dele! Negar que o filho/filha era dele era o pior insulto pra mim. Eu chorava muito, pois não conseguia acreditar naquilo. Era fora do normal de tão ridículo e possessivo.

Eu cogitei dizer que a criança não era dele mesmo só para ele sumir da minha vida de vez. Mas me segurei, porque afinal eu iria tanto privá-lo de conhecer a própria filha quanto ela de conhecê-lo, o que é pior.

Até que chegou o fatídico fim de semana em que eu fui dormir na casa dele, como de costume. Mas eu não sabia que seria o último (ou o início da minha liberdade, risos). Pouco antes de eu chegar lá, já recebi mensagens me atacando. Àquela altura do campeonato não era mais novidade para mim. 

Cheguei e fiquei, apesar do clima horrível, porque estava muito tarde para voltar para casa. No dia seguinte, tivemos algumas conversas sem nexo nenhum - ele chegou até a me ameaçar e, mesmo que fosse "brincando", eu fiquei com medo. A propósito, eu estava com cerca de três meses de gravidez naquela altura.

Ele me disse coisas como: "eu não sinto mais nada por você" e "eu já reparo em outras garotas na rua, sabe.". Eu estava indignada - uma relação se baseava em sexo pra ele? Ele tinha perdido a cabeça? Eu não fui capaz sequer de responder alguma coisa decente. Eu disse a ele que bastava e fui embora pra nunca mais voltar.

Eu não chorei mais por causa dele depois daquele dia. Eu cheguei em casa totalmente aliviada. No dia seguinte ele me mandou mensagem e eu disse apenas que estava tudo terminado, caso ele ainda não tivesse percebido.

Isso ainda continuou por um tempo. Nos meses posteriores, em que eu o via de vez em quando para falar do desenvolvimento da gravidez, ainda outras vezes ele veio com a história de não ser o pai. Eu realmente deveria ter dito que não era mesmo e ficar como mãe 100% solteira, papel que eu desempenho tão bem. Mas eu sempre ficava com pena dele, da Olívia e da família dele, que são ótimas pessoas. Não me arrependo da decisão. Mas precisei aguentar isso até ela nascer.

Quando ela nasceu, parece que a ficha dele caiu. O tempo também ajudou, acho. Mas pelo menos ele parou de falar besteira. Ele vem visitá-la toda semana, está trabalhando, estudando, ajudando, então acho que as pessoas realmente podem melhorar com esforço e tempo.

Pode ter sido sutil para alguns, eu mesma sequer entenderia isso como abusivo na época. Só agora eu entendo e só agora consigo falar sobre isso com tranquilidade, sem confusão. Sei que explorei dois temas polêmicos - aborto e violência contra a mulher - mas o segundo era mais importante nesse caso. E sim, podem acreditar ou não, mas isso é real - aconteceu e continua acontecendo comigo todos os dias (olha que até dei uma amenizada). E não só comigo, vamos combinar? Com todas as mulheres. Infelizmente isso se repete exponencialmente, então, minhas caras amigas que estão lendo esse post: prestem atenção nos seus relacionamentos, se amem bastante e não deixem ninguém acabar com suas vidas. Quando a gente se ama acima de tudo, quando a gente se une, fica mais fácil suportar esses perrengues oriundos da sociedade machista que nos cerca.

Um beijo pras manas! ;*

12 comentários:

  1. YOOOO HELO O/

    Putz, eu tô emocionada com a tua história! Sério, eu já te achava mó mãezona, mas depois disso meus conceitos subiram ainda mais <3 Aliás, o que me deixou feliz nessa história toda, é que apesar dos problemas e dificuldades, no final tu conseguiu contar tudo para os teus pais (e pelo visto eles te deram uma força) e tu acabou optando por ter tua filhinha, e o melhor de tudo com o tempo tu se apegou a ela, e não teve "apenas por ter", mas por ter começado amar ela <3 (bem, pelo menos foi isso que eu senti lendo a tua história, e vendo nos teus outros posts o quanto tu fala e se preocupa com a Olívia). E também fiquei aliviada de saber que depois que sua filha nasceu, o pai parou de lokear tanto quanto antes. Eu espero mesmo que ele possa ser um bom pai e ajudar na educação e criação da Olívia.

    Mas, é uma pena que nem todas as histórias terminem tão pacificamente como a sua =/ Já cansei de ouvir histórias onde o namorado não aceitava o término e ficava perseguindo a namorada, ou não aceitava o filho, ou durante o relacionamento se prevalecia... Vish, esse último foi o que eu mais ouvi, e infelizmente vi acontecer com muita gente conhecida minha. Cansei de ver namorado de gurias que eu conhecia, que não deixavam elas saírem com as amigas ou que evitava o círculo de amizades da namorada (tipo, não ir nessas junções junto com a namorada e não deixar ela ir na junção sozinha, mesmo que seja na casa de amigas), no final a garota acaba completamente isolada. E no final, o namorado saía para festejar de boas, mas deixar a namorada ir visitar as amigas que é bom nada!

    O problema é que quando se está apaixonado, muitas vezes a pessoa não consegue visualizar a situação toda, já que ela está "dentro", então mesmo que uma pessoa de fora explique para ela e tente mostrar que aquele tipo de situação não é saudável, é provável que ou a garota não vai acreditar, ou pior, por medo do que possa acontecer com ela, acaba se sujeitando a um relacionamento abusivo.

    Outro ponto importante que tu disse, é a questão da vergonha. Ainda mais hoje em dia que qualquer coisinha é motivo de críticas e frases "tá se fazendo de vítima". Existem algumas pessoas que acham que buscar ajuda / tentar sair de uma situação complicada / melhorar a vida é sinônimo de "vitimismo" Ou que o fato de ser "um casal" anula todas as possibilidades de abuso / agressões, afinal se é um casal, então """"óbvio que pode fazer qualquer coisa a qualquer hora (não tem essa de 'não querer')""""

    Acho que o maior problema de violência contra mulher, é justamente nos casos que ocorrem durante uma relação, pois ela é tão sútil, que acaba se enraizando, acaba virando coisa do cotidiano, e vai aumentando aos poucos, se tornando algo extremamente violento. E é aí que mora o problema, pois nesses casos o "extremamente violento" pode ser mascarado apenas como uma "briguinha de casal", e a pessoa que sofre isso, ou tem medo de pedir ajuda, ou nem sequer percebe a própria situação de tão enraizado que está.

    Na boa Helo, achei super bacana você ter compartilhado sua experiência, e mostrado que de fato coisas assim realmente acontecem. Sem mencionar a tua coragem de vir falar um assunto tão delicado e pessoal aqui. Espero que isso possa servir de "alerta" para quem estive numa situação semelhante, e até uma maneira de dar forças, mostrando que é possível ter um final mais pacífico.

    Kiss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Yooo Hina-chan! o/

      Hashuhuas obrigada!! <3 Com certeza, eu não me arrependo de nada, e definitivamente amo minha filha (amo mais a cada dia que passa). <3 E obrigada, eu também espero, e acho que ele realmente melhorou bastante; é muito triste uma criança crescer sem a presença do pai, eles têm um papel muito importante na criação e eu jamais quero privar a Olívia disso.

      Concordo; quantas pessoas por aí tem problemas familiares por conta disso, da falta de um pai porque o embuste não aceitou a criança. É muito triste. E mesmo sem a questão dos filhos, é como você disse, namorados/maridos que não deixam as mulheres saírem com amigos, ou ir a qualquer lugar sem eles. Tipo, sério, pleno 2017 e tem gente com esse pensamento, me dá ranço. xD

      E exatamente, você tocou no ponto principal: as pessoas nem sequer percebem, seja por estarem muito apaixonadas ou por aquilo estar tão enraizado e "normal" na sociedade que a mulher aceita ser tratada como lixo. E aí, quando percebem, tem essa questão do medo, porque tem caras que realmente ameaçam e não deixam as mulheres viverem suas vidas.

      Por exemplo, tem o caso de uma de minhas irmãs que até hoje está num relacionamento abusivo (isso já faz mais de quinze anos), ela tem uma filha com o ex (que agora aparentemente estão juntos de novo), e não larga dele porque diz que o ama muito - mas sério, se eu te contar as coisas que aquele homem já fez com ela, você vai ficar pasma. Todo mundo já conversou com ela, nosso pai, eu, a mãe dela, todo mundo, mas é decisão dela. Ainda por cima agora está complicado porque eles estão numa briga judicial que já dura uns anos por conta da criança, que, coitada, fica no meio de tudo.

      Sim, é muito triste que a gente acabe tendo vergonha por coisas tão absurdas, porque no final das contas, quem será julgada será sempre a mulher. E é muito tenso porque tem até aquele ditado "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" - ou seja, o casal que se entenda, mas às vezes a pessoa realmente precisa de uma ajuda externa.

      Eu acho que compartilhar essas coisas é super importante, isso precisa ser mostrado e as pessoas precisam falar sobre isso. Mas é complicado mesmo, eu só postei aqui porque é um espaço que eu confio e me sinto à vontade, não tenho coragem de tornar isso mais público, tipo aquelas pessoas que postam no Facebook pra todo mundo ver. xD E eu também espero isso! <3

      Obrigada pelo seu comentário super coerente, concordo com tudo o que disse e assino embaixo! Beijoss ;*

      Excluir
  2. Olá Helo, prazer!

    Minha primeira vez aqui e já começo lendo um post pessoal seu que mexeu comigo. Isso porque tive um relacionamento abusivo também, e olha que coisa, também fiquei grávida, rs. O meu caso é só um pouco mais complicado do que o seu. (Uso a palavra "complicado" porque não acho que exista abuso pior ou menos pior que o outro. Abuso é ruim de qualquer forma, até porque ninguém sente igual). Mas, o importante é que no final nos livramos desse mal, né não ^^
    Fico feliz que você tenho seguido o seu coração e conseguiu ter a sua filha e o mais importante, amar essa coisa gostosa que ela deve ser <3 Eu fico pensando se vou conseguir ser uma boa mãe, afinal eu nem queria ser mãe e eu só tenho 22 anos, e vou ser mãe solteira (na verdade até prefiro ser). São um montão de duvidas e medos. Medo até do pai meu bebê. Ele é, resumidamente, um manipulador. Eu ainda me sinto presa a ele, sei lá É estranho. Enfim, ainda não sei como contar as coisas, e eu to tentando aos poucos, mas acho que falar sobre isso já bom. Pra todas nós!
    Ahhh! Eu falei que estou grávida né?! Então, eu sou uma mãe meio perdida ainda kkk O que quero dizer é que estou aceitando dicas de coisas que eu devo comprar. Já fiz mil listas, mas sempre me falam que esta faltando alguma coisa XD
    Eu ainda não sei se é menino ou menina (vou tentar descobrir amanhã), mas eu já escolhi o nome se for menino: Miguel *--* Estou indo pro 7 mês, ou seja, minha barriga esta virando uma pista de dança kkkk Eu já nem aguento mais kkk
    Ai ai, enfim, rs. Como disse antes, fico feliz que a sua história, apesar das lágrimas, tenha tido um final bom e que você consegue olhar pra tudo isso com menos dor. E muito mais que ótimo que o X tenha mudado né.
    Bom, beijos Helo e até a próxima! o/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Nat, o prazer é meu!

      Obrigada por comentar e bem-vinda! Eu conheço o seu blog, mas nunca comentei, vou tentar dar uma passada lá essa semana. <3

      Olha, a coincidência da nossa situação me deixou até assustada, eu nunca imaginaria que poderia alcançar alguém tão diretamente com esse texto. Eu entendo a questão do "complicado", embora todo tipo de abuso seja péssimo, existem casos mais complexos que outros. E fico feliz que tenha (pelo que entendi) se livrado disso também, só quem passou por algo assim sabe o quão bom é se libertar. ^^

      Que bom, eu também sou muito feliz por ter tomado essa decisão - ela é muito gostosinha, eu me divirto demais com ela! <3

      Mas então, te entendo perfeitamente. Eu tive a Olívia com 21 anos, sem planejar e sendo solteira (e convenhamos, também prefiro ser mãe solteira haha). Sim, há muitas dúvidas e medos. Mas não duvide de si mesma sobre a maternidade, pois, acredite, é algo super natural. Quanto mais eu desencanei sobre isso, mais fácil ficou para mim. É claro que tem coisas com as quais a gente se apavora, então quero dizer que, se precisar de alguma coisa, alguma dica, seja sobre o bebê ou o parto ou qualquer coisa mesmo, pode me perguntar, terei prazer em ajudá-la! :)

      É triste saber que o pai do bebê é assim, mas continue firme e forte, porque independente dele, vai dar tudo certo. É como você disse: falar sobre isso já ajuda. Ajuda muito. E tudo no seu tempo, no seu ritmo.

      Excluir
    2. É claro, eu também fiquei perdidona do começo ao fim da gradivez ahusuashuahs Então, sobre as coisas para comprar, é muita coisa mesmo, então o ideal é fazer listas divididas por assunto. Por exemplo, uma para os móveis e objetos maiores - basicamente o quarto do bebê (isso se você tiver um quarto só para ele(a), pode ser que não, como foi o meu caso - eu só enfiei um berço no meu quarto e pronto, e a minha filha às vezes nem dorme no berço, mas sim na minha cama xD). Eu deixei uma parte do guarda-roupa reservada pras coisas dela e pronto. Sempre troquei a fralda dela na cama mesmo, desde que nasceu, então às vezes nem tem necessidade de trocador. Na verdade nem há necessidade de nada, porque quando são pequenininhos eles não ocupam muito espaço (só depois que vai aumentando e aí eles se tornam os donos da casa ahsuahsuahsu). Banheira também é importante.

      Aí, precisa de uma lista para o enxoval - essa é a mais extensa e complicadinha, porque a gente nunca sabe os tamanhos certos, cores, se vai fazer mais frio ou mais calor, etc. Se você jogar no google, aparecem milhares de listas para enxoval de bebês com tudo que é preciso, separado por idades até. A dica que eu dou é: compre muitos bodies. Body é algo que o bebê vai usar muito, muito, muito mesmo, e quanto mais simplezinhos forem, melhor, porque eles serão praticamente descartáveis - vai sujar de xixi, cocô, baba, comida, vômito, etc. Deixe as roupinhas mais "chiques" e cheias de frufru para os parentes e amigos presentearem, porque o que o bebê vai usar no dia a dia mesmo são os bodies. Como aparentemente o bebê vai nascer no início do verão, é mais fácil, porque vai poder deixá-lo à vontade de fresquinho. Minha filha nasceu no inverno e eu tinha que encapotar ela toda e ligar aquecedor na hora do banho, era muito mais complicado (mas graças a Deus ela nunca ficou doente).

      E tem as fraldas, né, não sei se você pretende fazer chá de bebê, esse tipo de coisa, mas eu fiz um chá de fralda e foi muito, muito vantajoso! Ganhamos tantas fraldas que eu consegui ficar meses sem precisar comprá-las. Eu aconselho a comprar fraldas das marcas Pampers e MamyPoko que, apesar de mais caras, são bem confortáveis e mais difíceis de vazar e dar alergia ao bebê. Minha filha se acostumou super bem com elas. Mas é claro que depende do seu poder aquisitivo, tem algumas marcas mais baratas, como a Huggies, que também são boas. E sobre os tamanhos, logo quando nasce o bebê usa RN, mas é por pouco tempo, logo já passam pra P e devem ficar pelo menos uns 6 meses com esse tamanho. O importante é seguir não pela idade, mas pelo peso da criança, por isso sempre vem indicado o peso nos pacotes de fraldas.

      Excluir
    3. E tem os produtos de higiene, que o mais importante são a pomada e sabonete. Não precisa comprar talco, os médicos nem recomendam. Algumas pomadas podem dar alergia, então é bom comprar mais de uma marca e ir testando. Às vezes vêm kits com hidratantes, óleos, loções, etc, mas pra ser sincera eu nunca usei nada disso na Olívia, embora digam que é bom fazer massagens com hidratantes ou óleos.

      Acho que nem preciso comentar sobre os brinquedos, quando são bem pequenos os brinquedos mais importantes são aqueles de morder mesmo, ou algum chocalhinho. Mas prepare-se que, conforme o tempo passa, os brinquedos vão aumentando e aumentando e quando a gente vê, todos os cantos da casa estão cheios de brinquedos. xD

      E, bom, um carrinho também é importante. Mamadeira e chupeta é sempre bom ter à mão, porque às vezes pode ser que a criança não mame no peito por algum motivo. E tente não deixar a criança começar a chupar o dedo, se ela der sinal de começar, é bom insistir com a chupeta, porque depois é mais fácil tirar chupeta do que dedo (que foi o caso da Olívia, ela chupa o dedo e vai saber quando ela vai parar T-T).

      Bom, é mais ou menos isso que me lembro agora, claro que tem mais coisas, mas é o que eu disse, separar por assuntos e ir montando listas mesmo. Sempre vai esquecer alguma coisa e lembrar só na hora que precisar, é inevitável. xD

      Uau, que legal!! Tomara que tenha conseguido descobrir o sexo do bebê. É sempre uma ansiedade! Miguel é um nome lindo, fiquei curiosa para saber qual nome você daria se for menina, haha. É, nessa época da gravidez eles já começam a chutar bastante, é engraçado - mas ninguém merece o peso todo também, né. xD

      Com certeza, espero que a sua também tenha um final ótimo (não exatamente final, mas recomeço) e muitas e muitas felicidades para você e seu(sua) bebê! Vai dar tudo certo, Nat! ;)

      Beijoss!

      Excluir
  3. É triste pensar que isso acontece frequentemente. Tenho receio de que isso possa realmente acontecer comigo.

    Não passei por nenhum relacionamento abusivo de fato, mas sabe aqueles sinais de que poderia virar a qualquer momento? Pois é. Isso não ocorre só entre relacionamento de casais, mas até mesmo entre amigos (e tive muiiiiiiiiiiiiiiitos, infelizmente... Mas acredito que entre parceiros é pior por ter mais "envolvimento").

    Só o fato de você escolher ficar com sua filha é um ato de coragem ♥
    Apesar da situação, concordo que as pessoas melhoram com o tempo (a menos que realmente não tenha jeito mesmo) e espero que o X tenha realmente mudado.

    Espero que seu texto sirva de alerta não só pras mulheres, mas para os homens repensarem nas atitudes abusivas que tem com suas parceiras.

    Tudo de bom, Helo ♥
    Beijos ;*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oláá, Moh! o/

      Eu acho que não podemos ficar com receio ou na expectativa disso acontecer, embora é claro que tenhamos motivos para tê-lo. E é verdade, você disse uma coisa que eu não tinha pensado muito - até nas amizades há relacionamentos abusivos. Sim, entre parceiros acaba sendo mais delicado (bom, talvez não, porque cada caso é um caso) - mas sempre existe essa questão de que "o casal que se resolva" e às vezes a pessoa que está dentro do relacionamento acaba perdida; e acaba sendo mais difícil "se livrar" desse relacionamento, justamente por conta desse envolvimento.

      Obrigada! <3

      Ah, eu também espero, acho que quanto mais a gente falar sobre isso, mais ajuda. ^^

      Tudo de bom pra você também! Beijos ;*

      Excluir
  4. Oi, Helo!
    Nossa, eu realmente fiquei com vontade de ta dar um abração depois de ler a sua história e sentir a preocupação que você tem por todas as outras mulheres. Você é uma moça muito forte, sério, passar por uma barra dessas! Mas você agiu com sabedoria e é isso o que importa, agora você tem uma filha linda que vai aprender a ser forte e a vencer os perrengues com a mãe maravilhosa que ela tem!

    Infelizmente a sociedade ainda não aprendeu o significado de respeito e as mulheres são as que mais sofrem com isso. Tem gente que diz que a gente vê violência em tudo, que a gente exagera, mas não é isso não, é coisa séria que acontece com muita frequência e, como você mesma relatou, às vezes a gente mesmo não percebe ou acha normal sendo que não é.
    Ainda vai haver um dia em que todo mundo vai se respeitar, independente de gênero e afins, e até lá a gente vai continuar batalhando contra esses abusos e vencendo.
    Parabéns, menina!
    x*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Lilah!

      Muito obrigada! Eu também sempre tenho vontade de abraçar outras mulheres que passam por situações como essa ou outros tipos de abusos ou preconceito, na verdade meu sangue ferve com as injustiças que a gente tem que passar em pleno 2017.

      Exato, isso ainda (infelizmente) é necessário e está longe de ser exagero de nossa parte. Nossa, eu super espero que chegue esse dia em que todos vão se respeitar, então é isso: continuaremos batalhando, nos unindo e de preferência educando as crianças para melhorar as próximas gerações. :)

      ahsuuahs obrigada de novo! <3

      Excluir
  5. Oi Helo!
    Nós duas comentando em posts emocionais, veja só. Achei incrível da sua parte revelar isso no blog, porque eu sempre sinto que falar sobre nossos problemas é bom pra aliviar, mas também é bom pra que outras pessoas saibam que não passam por essas coisas sozinhas.
    Acho que o mais importante que eu vi no seu texto foi o apoio da sua família. Imagino um monte de cenários infelizes acontecendo caso eles não tivessem te apoiado. Também foi mais que admirável você não privar sua pequena de saber sobre o pai (eu não conseguiria. Você é uma mulher incrível, menine!)
    Por fim, precisamos falar mais de feminismo na blogosfera. Eu já senti o machismo na pele em várias maneiras, na perda, na violência, no abuso e em vivências mais sociais também. Acho que quanto mais a gente se abrir sobre isso, mais as coisas são esclarecidas e mais as mulheres perdem o medo. Você foi e é muito forte, e espero que sua pequena aprenda essa força contigo, porque amor e acolhimento já deu pra perceber que ela terá <3

    Respondendo seu comment, fio tão feliz que gostou do post sobre psicologia <3 eu comecei com essa missão de esclarecer coisas porque o Conselho federal/Regional não faz um trabalho muito efetivo, nem mesmo meus colegas de profissão (como se falar sobre terapia fosse fazer as pessoas imunes a ela. Se eu que tenho diploma não sou imune a minha própria terapeuta... hahahah!). Então fico feliz que o texto tenha servido de algo e esclarecido alguma coisa <3

    Beijos pra você Helo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Shana! o/

      É isso mesmo que você disse, é positivo tanto para mim quanto pode ser para alguém que chegue a ler esse relato. Minha família foi tudo para mim, meu alicerce mesmo, é triste imaginarmos que algumas pessoas não tem sequer esse apoio. Sempre agradeço a meus pais por tudo isso.
      E, bom, é como eu disse, acho muito infeliz crescer sem o pai sendo que essa chance existe, sendo que o pai está vivo e por aí, então, por mais que ele não seja a pessoa mais exemplar do mundo, minha filha não é um pertence meu, ela é um ser humano e eu sei que será importante para ela no presente e no futuro essa convivência com o pai. É muito tentador, quando o pai é alguém que nos causou algum mal, querermos nos afastar e nunca deixar aquela criança inocente conviver com aquela pessoa, mas eventualmente ela vai crescer e vai querer entender o que aconteceu ou quem é/como é o pai. É claro que existem alguns limiares; existem pais que realmente não merecem e não devem chegar perto das crianças, sem contar o caso de quando somem; mas nos casos em que for possível, então tudo bem que haja essa convivência (ainda assim eu sou bem desconfiada, nunca deixei e provavelmente não deixarei por um bom tempo ele sair sozinho com ela lol).

      E quem nunca sentiu esse machismo todo, não é? Eu concordo 100%, temos sim que falar mais sobre isso na blogosfera! É preciso mais relatos, mais esclarecimento, mais formas de mostrar as coisas que acontecem na vida real e os preconceitos, paradigmas e tabus que precisamos quebrar.
      Aww, obrigada mesmo! Tenho certeza de que ela aprenderá. <3

      Ah, eu super adorei aquele post e espero que escreva mais sobre psicologia no futuro, haha! Pois é, não vemos muito esclarecimento sobre a psicologia por aí, nem mesmo divulgação. Acho muito importante. <3

      Beijos! ;*

      Excluir

Vai comentar, velhinho? Fico agradicida!
Mas por favor, sem spam ou xingamentos, o resto ta liberado! 8)

Alguns emoticons dywos, use sem moderação:
ಠ◡ಠ . ( ͡° ͜ʖ ͡°) . (ノ・ω・)ノ . (σ≧▽≦)σ . ツ . ¯\_(ツ)_/¯ . (╥﹏╥) . ♥ . ☻ . ✿ . ☮ . ☯ . ® . ™ . ♣ . ✌ . ♪ . ♫